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Astrologia Védica
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    Astrologia Védica x Astrologia Ocidental

    Por Carolina Barbosa

     

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    A prática é recorrente - e ficou ainda mais depois que o novo coronavírus se espraiou por essas bandas: diante de angústias, incertezas, agruras e ansiedades, ferramentas de reconexão, autoconhecimento e orientação ganham cada vez mais relevância na vida de muitas pessoas. Nesse cenário, as Astrologias (sim, no plural mesmo), além de outras terapias alternativas (veja mais abaixo) são algumas boas opções. No primeiro segmento, um sistema, em especial, tem ascendido cada vez mais. Trata-se da astrologia védica, oriunda do mesmo "berço" de conhecimento do yoga e do ayurveda. Mas você sabe a diferença entre essa Astrologia e a astrologia ocidental (ou ainda Tropical), com a qual, em geral, estamos mais familiarizados? Vamos lá!

    Considerada um dos seis "conhecimentos sagrados da luz", na Índia, a astrologia védica é chamada de Jyotisha (a luz do conhecimento, em sânscrito) e o seu estudo tem origem há mais de 6.000 anos. O termo popularizou-se por aqui em meados dos anos 1980, quando publicações sobre a medicina ayurveda e os ensinamentos de yoga (olha aí mais uma vez a relação) passaram a ser inseridos em discussões acerca de seus benefícios. Védica, por sua vez, faz referência aos Vedas, escrituras sagradas antigas alastradas entre os sábios, ou seja, uma espécie de Bíblia dos hindus, capaz de guiar a humanidade por meio de seus ensinamentos. 

    À parte a história, basicamente, a diferença entre as duas Astrologias está em "cálculos" Enquanto a astrologia védica se referencia pelo zodíaco sideral, ou seja, a partir das constelações que servem de parâmetro para a orientação, a astrologia ocidental trabalha com o zodíaco tropical, aquele que tem por orientação os equinócios e solstícios, sincronizados com as estações do ano. Logo, o início do zodíaco para a astrologia ocidental é o equinócio de Áries, o primeiro signo do sistema tropical. Mas para a védica o sol fica em Peixes até meados de abril, antes de seguir para Áries no dia 15. Na prática, grosso modo, uma pessoa de Áries no zodíaco ocidental não necessariamente será regida pelo signo de Mesha, o primeiro do sistema védico. 

    Por isso, para saber o signo certo no horóscopo indiano, vale usar uma calculadora. "Outra diferença é o contexto filosófico da astrologia védica, inserida em uma filosofia espiritual e conectada com esse conhecimento que chamamos de Védico. A astrologia tropical não necessariamente está dentro desse contexto", pontua Madu Cabral, professora e praticante de astrologia védica, yoga e ayurveda. "Até onde sei, a astrologia védica tem uma série de ferramentas de previsões de eventos, por exemplo, que não se usa na astrologia ocidental. E tem uma característica muito importante também. A astrologia védica, num primeiro momento, é mais lunar, enquanto a tropical é essencialmente solar. Ou seja, os signos lunares, os nakshatras, são divididos de outra forma, astronomicamente. E são divisões menores, com doze signos do zodíaco e 27 nakshatras, o que faz com que tenhamos interpretações bem específicas e precisas", prossegue Madu Cabral, que desde o início da pandemia ministra on-line seus cursos de Introdução à astrologia védica e uma formação profissionalizante de dez meses. "A astrologia védica nos ajuda a entender a Lei do Karma, em termos muito simples, uma lei da ação e da reação, que nos explica que toda ação gera um resultado e que quem faz a ação precisa receber esse resultado. No estudo da astrologia védica de mapa natal, a gente consegue ver padrões que já nascem com a gente, seja de comportamento, de estrutura familiar, de propósitos no trabalho, os pontos mais fortes de determinada personalidade, bem como seus desafios. Também é muito usada para determinar períodos ou datas ou horários favoráveis para determinadas ações.. É uma ferramenta muito boa de previsões, mas também uma ferramenta excelente de planejamento pessoal, para que você consiga se programar e fazer suas ações no momento mais favorável para os resultados desejados", clareia Madu Cabral.

     

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    Para além da astrologia védica, a popular astrologia ocidental, que teve origem no Hemisfério Norte, também continua crescendo a passos largos. "É muito bacana ver que cada vez mais os sistemas que trazem autoconhecimento, que podem representar uma bússola de vida, um guia evolutivo vêm sendo naturalizados e desenvolvidos", observa o astrólogo e professor Dimitri Camiloto. "Desde o início da pandemia, sem dúvida, muita gente tentou se reconectar, buscar autoconhecimento por causa da experiência muito particular de isolamento, de privação de vida social e da necessidade quase compulsória de olhar para dentro, de ficar em silêncio. Sempre trabalhei bastante, mas a demanda cresceu consideravelmente. Isso também tem relação com o aumento dos casos de problemas de saúde mental, depressão, vários sintomas mentais e existenciais que começaram a pulular de maneira mais evidente e até costumeira desde então. Para além do divinatório, do autoconhecimento, do foco no futuro e nas previsões, o trabalho foi ficando cada vez mais terapêutico, no sentido de escuta, de cuidado com o outro, de ancoragem pessoal neste momento particular da humanidade e do Brasil", complementa Dimitri Camiloto que, nos tempos pré-vírus, registrava uma fila de espera de cerca de três semanas para uma consulta, tempo médio que saltou para seis meses desde que aderiu ao trabalho on-line. Faz sentido. Além das astrologias, há uma série de terapias alternativas em voga, como as selecionadas a seguir.

    BARRAS DE ACCESS - É uma terapia que enxerga o indivíduo como um ser completo, levando em consideração seus valores, crenças e aprendizados. Para tratar algum trauma ou questões pessoais, manipula-se 32 pontos cerebrais que atuam no acesso à consciência. Impasses como corpo, sexo ou dinheiro são simbolizados pelas estruturas de tijolo. A ideia é quebrar essas barreiras para se libertar de construções socialmente impostas.

    DEEKSHA - Trata-se de uma filosofia indiana que tem amor, alegria, foco e união como principais objetivos. A prática consiste na doação de energia de uma pessoa para outra, colocando as mãos no topo da cabeça do receptor, com o intuito de despertar a consciência. Os doadores (deeksha givers) precisam passar por um curso de curta duração. Os resultados podem ser observados a longo prazo. Seus receptores costumam dizer que a prática traz melhoras nas doenças físicas e mentais.

    KUNDALINI YOGA - A prática ancestral busca atingir a consciência dos desejos humanos. O praticante adquire conhecimento dos chakras corporais em workshops ou em aulas individuais ou em dupla, onde podem ser repassados exercícios de respiração, mantras, movimentos corporais para aguçar uma mente clara e consciente.

    REIKI -  Muito comum na marinha nipônica até a II Guerra Mundial, a terapia integrativa foi consiste em uma transferência de energia por meio das mãos para aliviar dores, promover equilíbrio emocional e físico, gerando bem-estar. Foi, inclusive, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e incorporado às terapias do Sistema Único de Saúde (SUS). 

     

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